Projeto de contraturno escolar ensina uso da inteligência artificial para alunos da Rede Municipal de Ensino de Joinville
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Foto: Prefeitura de Joinville/Divulgação -
O projeto Stemi é voltado para alunos de 8º e 9º ano do Ensino Fundamental no contraturno escolar
Cada vez mais presente no dia a dia das pessoas, a inteligência artificial também tem sido objeto de estudo para alunos de dez escolas da Rede Municipal de Ensino de Joinville, por meio do projeto Stemi. Os adolescentes estão aprendendo sobre a IA e suas aplicações, como a criação de chatbots educacionais.
O projeto Stemi é voltado para alunos de 8º e 9º ano do Ensino Fundamental no contraturno escolar, com o objetivo de fortalecer o aprendizado e o uso consciente da tecnologia. Durante o curso, os estudantes planejam fluxos de conversas utilizando ferramentas como Draw.io e Canva, com suporte da plataforma Stemi.
“A inteligência artificial faz parte de todas as áreas, então estamos trazendo isso para as nossas crianças desenvolverem o pensamento computacional e terem contato com aquilo que pode fazer parte de uma profissão para eles no futuro”, explica a gerente de Inovação da Secretaria de Educação, Denise Rengel.
Na Escola Municipal Enfermeira Hilda Anna Krisch, são três turmas de alunos dentro do projeto Stemi, coordenados pela professora integradora de mídias e metodologias, Daniela Luiza Garcia. Segundo ela, as aulas estão mexendo com o imaginário dos estudantes, que estão cada vez mais empolgados.
“Eu faço as simulações com os alunos, em que eles são proprietários de alguma empresa em que há necessidade da utilização do chatbot. Primeiro, eles fazem uma pesquisa e depois montam um projeto pensando em resolver um problema. Assim, eles vão entendendo o verdadeiro sentido da inteligência artificial”, conta.
Para o aluno Matheus Henrique Ventura, de 14 anos, a experiência tem sido divertida. Ele ainda não sabe em qual área quer trabalhar no futuro, mas entende a importância de aprender mais sobre a inteligência artificial.
“É bem legal trabalhar com tecnologia. Eu já tinha tentado criar um chatbot antes, mas não deu certo porque não sabia os comandos e agora estou tendo a oportunidade de aprender. É uma ferramenta que pode ser muito boa para as pessoas terem respostas rápidas para coisas que ainda não sabem”, comenta.
O projeto Stemi tem encontros semanais com uma carga horária de 30 horas. Atualmente, ocorre nas escolas Abdon Baptista, Carlos Gomes de Oliveira, Curt Alvino Monich, Edgar Castanheira, Hilda Anna Krisch, João de Oliveira, Max Colin, Pauline Parucker, Sadalla Amin Ghanem e Valente Simioni.

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